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Plataformas de streaming: o que esperar para 2021

Juliana Utyama 8 min de leitura 25 de fevereiro de 2021

Nos últimos dez anos temos acompanhado as transformações no mercado de entretenimento e as mudanças radicais no modo como consumimos músicas, filmes e séries. O conceito de locadora de vídeos e CDs ficou para trás para dar palco às plataformas de streaming.

Em 2007 a Netflix disponibilizou a primeira plataforma paga de streaming e desde então, vários similares despontaram no mercado para disputar a atenção do público, tais como Prime Video (da Amazon), HBO GO, Disney+, AppleTV+, Telecine Play e alguns serviços mais segmentados como Oldflix, para os amantes de clássicos e Mubi para quem curte filmes cult.

A chegada da pandemia do COVID-19 em 2020, trouxe um crescimento exponencial para a indústria de streaming! Isso porque, com o isolamento social, a principal forma de entretenimento era por meio digital, com um consumo expressivo de TV online, vídeo sob demanda e streaming. Segundo a pesquisa da Conviva, os serviços de streaming cresceram 20% globalmente em março de 2020 tendo a América Latina crescido 26% nesse período.

 

Tendências do streaming para 2021


Serviços de vídeo on demand

 

Uma forte tendência para 2021 é a chegada dos SVOD (serviços de vídeo on demand). A ViacomCBS já lançou por aqui a Pluto TV, que opera em outros países da América Latina, e oferece canais, filmes e séries gratuitamente. A Pluto TV é financiada por meio da inserção de anúncios. Outro gigante que vai chegar ao Brasil em 2021 é a HBO Max.

 

Serviços de streaming de video games

 

A indústria de games faturou cerca de R$ 900 bilhões no mundo em 2020, segundo dados do site especializado Newzoo

O maior aumento foi nos jogos para dispositivos móveis, seguido por jogos para consoles (20%) e PCs (21%). Nos últimos anos esse setor teve uma grande evolução principalmente no uso de computação gráfica tridimensional. O próximo passo, de acordo com especialistas, é a popularização das plataformas de streaming de video games.

O sucesso recente da série da Netflix, “O Gambito da Rainha”, também contribuiu positivamente para a procura por jogos. Os canais de xadrez no Twitch – pioneiro no segmento de streaming de jogos – aumentaram expressivamente o número de seguidores por meio de torneios virtuais, consequentemente, aumentando as assinaturas de canais de enxadristas.

 

Parcerias entre plataformas

 

Segundo o estudo da Kantar IBOPE Media, o The Streaming Guide, 98% dos usuários de internet consomem algum tipo de conteúdo via streaming de áudio ou vídeo e 73% afirmam que o consumo de streaming de vídeo aumentou após o início da pandemia. 

E a chegada de novos players não só aquece o mercado de streaming nacional como aumenta a concorrência entre plataformas e reforça a tendência do “assinante bumerangue”, que é aquele que migra entre serviços sob demanda e serviços de streaming.

Isso acontece porque o consumidor se vê diante de uma difícil decisão que é aumentar o número de assinaturas ou cancelar um serviço para contratar outro.

Com isso, um movimento que já começou a acontecer são as parcerias entre players, no intuito de reduzir a taxa de cancelamento de assinaturas e oferecer conveniência para o consumidor.

Exemplos práticos disso é a parceria que a Disney+ fez em seu lançamento no Brasil com a Globo Play, ofertando uma espécie de “casadinha”. Vemos esse mesmo movimento com o Prime Video, que oferece o Prime Video Channels com parcerias com as StarzPlay, Paramount+, MGM e Looke.

 

União da televisão com os streamings

 

Em 2020, com a pandemia, a televisão teve níveis recordes de audiência com os espectadores passando mais tempo em casa em isolamento social. 

Com isso, as emissoras passaram a ampliar as suas ofertas de vídeos sob demanda e diversificaram suas plataformas ofertando conteúdo premium para que o espectador pudesse escolher o quê, quando e em qual tela gostaria de consumir o conteúdo. 

No Brasil, o maior volume de acessos durante o isolamento foi por meio da televisão, seguido do smartphone e computador. Segundo a Kantar IBOPE Media:

dados de Como os brasileiros acessam a Netflix

 

Entender a audiência nunca foi tão importante em um cenário que temos múltiplas escolhas e ofertas de serviços. Ou seja, é essencial que os players desenvolvam uma visão integrada da audiência, levando em consideração não só a concorrência, mas o bolso dos espectadores.

 

Ainda mais foco no consumidor

 

Quando falamos de economia da recorrência, podemos afirmar que o cliente deixa de ser cliente e passa a ser freguês. Ou seja, ele deixa de ser um comprador esporádico e se torna um consumidor recorrente. 

É como se os assinantes agora se sentissem parte do negócio, tendo em vista que estão diretamente ligados ao modelo de negócio. E também, pela facilidade que esses modelos — que são digitais — têm de receber feedbacks em tempo real tornando a participação do consumidor ainda mais fácil e rápida.

Em modelos de serviços de assinaturas que são totalmente digitais, é primordial que a experiência do cliente seja a coisa mais importante! Há quem acredite que essa relação seja até mais importante que o produto ou serviço que está sendo ofertado. 

Mas é inteligente pensar que é necessário existir equilíbrio entre essas duas coisas, concorda?

 

Novo perfil do consumidor de streaming

 

Entender o comportamento do consumidor digital é importante para compreendermos o impacto das mudanças culturais, econômicas e tecnológicas no negócio

Como falamos anteriormente, o cliente deve ser o foco da estratégia e podemos dizer que esta é uma boa prática do mercado de recorrência. E tendo em vista o grande volume de ofertas onde a limitação geográfica não existe, quem dita as regras do jogo são os consumidores, cuja a força é maior que a da publicidade.

O estilo de vida dos consumidores durante a pandemia se transformou — e continua se transformando — e isso vem refletindo diariamente na rotina e decisões de compra das pessoas, bem como o forte vínculo criado com as mídias digitais. 

Por isso, reunimos aqui alguns insights sobre esse novo perfil do consumidor de streaming para que você possa ter uma boa base para montar a sua estratégia tanto com referência nas tendências para 2021 como com foco no consumidor.

 

 Insights sobre esse novo consumidor

 

  • O consumidor tem aderido à lives commerces ou seja, lives que são comerciais com famosos vendendo produtos e serviços multimarcas de forma digital. Este consumidor realiza compras online e se relaciona com a marca digitalmente;
  • Estão ainda mais conectados a todos os tipos de mídias e redes sociais. Apesar de ser importante estar onde o seu consumidor está, não embarque em novas redes sociais se elas não fazem tanto sentido para o seu negócio e se você não possui uma estratégia de comunicação objetiva para tal;
  • 55% desses consumidores assistem vídeos diariamente. Logo, que tipos de conteúdos você pode produzir para oferecer?
  • Gostam de atendimento humanizado;
  • Crescimento do número de consumidores que trabalham remotamente. Que oportunidades podem ser aproveitadas aqui, tendo em vista que o home office e trabalho remoto foram bem consolidados com a pandemia;
  • Possuem necessidade de conexão social, ou seja, de participar de atividades em comum com outras pessoas;

 

Com um perfil de consumidor que vem cada vez mais sendo moldado à tecnologia, é interessante que a sua empresa aposte em tendências que integrem as necessidades desse novo consumidor e consiga proporcionar hiperconectividade.

E aí? Você já está preparado para traçar as estratégias do seu negócio para 2021?

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Até a próxima!

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