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Assinaturas Publishers

Content Publishers: panorama das assinaturas no mercado editorial

Thalita Sigler 7 min de leitura 5 de abril de 2021
Content Publishers: panorama das assinaturas no mercado editorial

Infelizmente, a Covid-19 as fechou portas e trouxe dificuldades para diversos setores da economia. Porém, como já comentamos aqui, diversos segmentos do mercado e modelos de negócios conseguiram se sustentar e até alavancar seus resultados. 

Entre esses modelos estão os clubes de assinatura e negócios baseados em recorrência de um modo geral. Aqui no Blog da Robox, já conversamos, por exemplo, sobre clubes de assinaturas de livros e plataformas de streaming.

Chegou a hora de falarmos sobre a recorrência e as assinaturas no mercado editorial, content publishers, ou apenas publishers.

Por isso, neste conteúdo, você vai encontrar um panorama sobre a recorrência no mercado editorial, com compilado de dados e análises sobre esse setor. Confira!

 

A Covid-19 e o mercado editorial 

 

De acordo com dados levantados pela Mobile Time, entre os meses de abril e junho de 2020, a venda de e-books e audio books chegou a representar de 20% a 30% de seu faturamento bruto de algumas editoras brasileiras.

Mauro Palermo, diretor da Globo Livros, afirmou em entrevista que durante os três primeiros meses da pandemia, houve um aumento acelerado do consumo do digital, uma migração do impresso para o digital. Uma das justificativas levantadas foi o receio que os leitores tinham de receber produtos físicos em casa.

Porém, esse comportamento foi mudando, já que as pessoas entenderam que não vão se contaminar com o papel. Então houve uma retração. Segundo Mauro, a Globo Livros encerrou 2020 com 11% da receita vindo de livros digitais. Em 2019, este número foi de 6%. 

Ainda sobre o mercado de livros digitais, a gerente de projetos digitais da editora, Marina Pastore, afirmou que foi possível manter o crescimento das publicações digitais, mesmo depois dos primeiros três meses da pandemia. A editora conseguiu se manter em um patamar maior que em 201.

Outros números interessantes são os da editora Record, onde os produtos digitais cresceram mais de 50% entre abril e maio de 2020. Esses resultados fizeram com que a editora acelerasse a conversão digital e aumentasse seu investimento. Hoje, a editora, inclusive, com estúdio próprio e narrador para gravação de audiobooks.

 

Mas e os jornais?

 

Mesmo antes da pandemia chegar oficialmente ao Brasil, a circulação de jornais digitais no país já vinha demonstrando crescimento. Em matéria publicada pelo Meio e Mensagem podemos ver diversos números do Instituto Verificador de Comunicação (IVC), referentes ao período de janeiro a março de 2020. 

De acordo com o IVC, a média da circulação digital de Folha de S.Paulo, O Globo, O Estado de São Paulo e Valor Econômico aumentou em relação ao primeiro trimestre de 2019.

 

media_circulação_jornais

 

A Folha passou de 218.557 exemplares nos três primeiros meses de 2019 para 250.324 exemplares no início de 2020. Na segunda posição, O Globo viu sua circulação digital subir de 202.697 exemplares para uma média de 236.245 exemplares digitais.

O jornal O Estado de São Paulo também cresceu, passando de uma circulação digital de 138.206, em 2019, para 148.419, em 2020. O Valor Econômico, jornal especializado em economia e negócios, também registrou crescimento no período anual: foi de 61.111 para 81.103 exemplares.

 

Consumo de informação digital na América Latina

 

Recentemente, o jornal O Globo, publicou uma matéria apresentando números relacionados ao consumo de informação digital na America Latina. Os dados são bem interessantes e também nos ajudam a ter uma panorama da recorrência no mercado editorial.

De acordo com O Globo, na América Latina, o Chile foi onde mais a audiência digital cresceu. A alta de 7% em 2020 é mais que o dobro do aumento registrado em outros países da região. Aqui no Brasil, já tínhamos um forte engajamento digital, a alta foi de 1%.

Os nossos hermanos investiram mais tempo em consumo de conteúdo digital, cerca de 137 horas em média em setembro de 2020. No mesmo mês, aqui no Brasil, cada usuário investiu em média 108 horas, enquanto no México a média foi de 89 horas.

Quando o assunto é o consumo de  por tipo de conteúdo, o crescimento que se destacou foi para o setor educacional, que teve um crescimento de 64%. Já o consumo de informações sobre negócios e financeiras  cresceu  56% na comparação entre setembro de 2020 e o mesmo mês em 2019.

 

Panorama da recorrência no mercado editorial no mundo

 

Aqui no Blog da Robox, compartilhamos um artigo super interessante com os dados do The Subscription Economy Index, um relatório sobre o mercado de assinaturas com os números de 2020, publicado pela Zuora

Então, neste tópico vamos destacar os levantamentos feitos a respeito dos publishers. As empresas  do mercado editorial que operam dentro do modelo recorrente, relacionadas no relatório, aumentaram a receita em 16% em 2020.

Além da pandemia, esse crescimento pode ser associado a diversos acontecimentos, como o Brexit, protestos #BlackLivesMatter é uma eleição monumental nos EUA. Por esses e outros acontecimentos, muitos dizem que 2020 pode ser considerado um dos anos mais inovadores na existência da publicação digital. 

Além disso, a confiança do público em todas as fontes de informação atingiu níveis recordes. Os níveis de confiança diminuíram na mídia tradicional em 8%, mecanismos de pesquisa 6% e mídia social 5%, com isso muitos leitores se voltaram para fontes de informação alternativas.

 

Publishers: crescimento de assinaturas em 2020

assinaturas jornais e revistas 2020

 

Nesse contexto, jornais e revistas digitais foram capazes de fornecer relatórios cruciais aos assinantes, proporcionando assim um fácil acesso e mais opções para consumir as notícias. Por exemplo, o The Atlantic adicionou 36.000 novos assinantes em quatro semanas, mesmo enquanto suspendia as restrições de acesso pago à cobertura de coronavírus.

Então, em 2020, as editoras experimentaram novos modelos de faturamento de assinatura, incluindo mais faturamento mensal (sobre o faturamento anual), que oferece aos assinantes a opção de pagamentos menores e mais frequentes.

Modelos de assinatura criativos podem ajudar as editoras a oferecer aos leitores pacotes personalizáveis ​​e opções ininterruptas para atualizar, suspender ou renovar suas contas. Em última análise, abordagens inovadoras em publicação digital podem ajudar a expandir o acesso a informações importantes.

 

***

 

Fico feliz que você chegou até aqui! Espero que o panorama da recorrência no mercado editorial possa te ajudar a ter importantes insights.

Então, se quiser receber em primeira mão as novidades do nosso blog, siga a Robox no LinkedIn

Até a próxima!

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